Erika Ribeiro - Coordenadora de Classe

Dotada de musicalidade singular e grande versatilidade, a pianista Erika Ribeiro é conhecida por transitar por diversos estilos pianísticos. Vencedora de 10 concursos de piano, entre os quais o III Concurso Nelson Freire realizado no Rio de Janeiro (2005), Erika Ribeiro tem se apresentado como solista, recitalista e camerista nas principais salas de concerto do país. Seu disco "Images of Brazil", em parceria com a violinista americana Francesca Anderegg, foi lançado pelo selo Naxos "Latin Music Series" e alcançou elogiosos comentários da crítica especializada. É Doutora em Música pela UNIRIO, Mestre e Bacharel em Piano pela USP. Realizou especialização em Piano na Hochschule für Musik "Hanns Eisler" Berlim, além de aperfeiçoamento em Música de Câmara nas Écoles d' Art de Fontainebleau na França. Atualmente é Professora de Piano e Música de Câmara na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Eduardo Monteiro

Considerado um dos maiores expoentes do cenário pianístico brasileiro, o carioca Eduardo Monteiro teve seu talento reconhecido internacionalmente desde jovem. Em 1989 recebeu, por unanimidade, o 1o lugar no Concurso Internacional de Piano de Colônia, Alemanha, além do prêmio de melhor intérprete de Beethoven. Foi laureado, também, nos concursos de Dublin, em 1991 e Santander, em 1992. Realizou seus estudos no Rio de Janeiro (UFRJ), Itália (Fondazione Internazionale per il Pianoforte – Lago de Como), França (Sorbonne) e USA (New England Conservatory). Foi solista das principais orquestras do Brasil e de renomadas orquestras do exterior, incluindo as Filarmônicas de São Petersburgo, de Moscou, de Munique, de Bremen, a Orquestra de Câmara de Viena, a Sinfônica de Novosibirsky, a Orquestra da Rádio e Televisão Espanhola. Apresentou-se com os principais Maestros do país e com regentes como Yuri Temirkanov, Mariss Jansons, Dimitri Kitayenko, Philippe Entremont, Arnold Katz. Seu abrangente repertório tem como uma de suas principais características um refinado critério de escolha, demonstrando especial interesse pela música brasileira, cujas interpretações são consideradas referência por seu grau de excelência. Em sua discografia destaca-se o CD Piano Music of Brazil, gravado pelo selo inglês Meridian Records e lançado em recital no Wigmore Hall de Londres, em 2007. Este trabalho obteve críticas extremamente elogiosas em conceituadas revistas especializadas internacionais. Eduardo Monteiro ocupa um lugar de destaque no panorama da formação pianística no país. É diretor da Escola de Comunicações e Artes da USP, onde é professor de piano do Departamento de Música. Seus alunos conquistaram numerosas premiações em concursos no Brasil e no exterior, com destaque para o 1o prêmio no 25o Concurso Internacional de Piano Clara Haskil na Suíça, em 2013. Em 2016 foi diretor da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo.

Karin Fernandes

Em sua formação destacam-se cursos de especialização em Portugal com a pianista Maria João Pires; na Inglaterra, tendo participado como bolsista integral do Third Oxford International Piano Festival; no Brasil, com Lina Pires de Campos; e na França, com o pianista Bernard Flavigny. Dedica-se especialmente à execução do repertório para piano dos séculos XX e XXI, com várias peças executadas em primeira audição. Como solista se apresentou junto à Amazonas Filarmônica, Orquestra Sinfônica de Campinas, OSUSP, Camerata OSESP, Ensemble Cairn (França), Sinfonia Cultura, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra do Theatro São Pedro, Orquestra Sinfônica de Sergipe, Orquestra Sinfônica Nacional (Paraguai), dentre outras. Como recitalista já se apresentou na Europa - Portugal, França e Inglaterra; e na América do Sul - Argentina e Paraguai. Em janeiro e fevereiro de 2020 fez uma série de recitais em Paris (França), Lisboa e Castelo Branco (Portugal). Pianista premiada em 1º lugar em 21 concursos de piano no Brasil, dentre eles foi a primeira colocada em 1999 no importante e disputado X Prêmio Eldorado de Música. Em 2019 o terceiro cd de seu trio foi escolhido como cd do ano pelo Prêmio Concerto na votação do público. Em abril de 2017 foi premiada como Melhor Instrumentista Erudita no Prêmio Profissionais da Música. Em 2016 teve seu cd Seresta, Choro e Homenagem a Fructuoso Vianna, com peças de Camargo Guarnieri para piano e orquestra, finalista como Melhor Álbum Erudito de 2015 no disputadíssimo 27º Prêmio da Música Brasileira. Em 2015 seu cd Cria – nova música brasileira para piano, vol.I, recebeu o Prêmio Concerto como Melhor cd do Ano no Brasil. Possui 13 cds gravados e lançados. Seu mais recente lançamento é um cd pelo Selo NAXOS dedicado aos compositores brasileiros Leopoldo Miguez e Glauco Velasquez, com Sonatas para violino e piano. Paralelamente à carreira como pianista recitalista e solista, Karin desenvolve intenso trabalho camerístico. É integrante do Trio Puelli, formado em 2008, dedicado à música dos séculos XX e XXI com 3 cds gravados e lançados. Atualmente também é professora de Piano, Laboratório de Música Contemporânea e Música de Câmara na EMESP Tom Jobim, em São Paulo.

Andre Mehmari

Pianista, arranjador e compositor, nasceu na cidade de Niterói-RJ em 22 de abril de 1977. Considerado pela crítica “um artista singular de imaginação vibrante e generosa”, Mehmari teve seus primeiros contatos com a música através de sua mãe já em Ribeirão Preto-SP.  Mudou-se para São Paulo em 1995, com seu ingresso no curso de piano da ECA-USP. Compositor prolífico e requisitado, apontado como um dos mais originais e completos músicos brasileiros de sua geração e premiado tanto na área erudita quanto popular, teve suas composições e arranjos tocados por muitos grupos orquestrais e de câmara, entre eles OSESP, OSB, Filarmonica de Minas Gerais, Miami Symphony, Orchestre de Normandie, Quarteto da Cidade de São Paulo e Quinteto Villa-Lobos. Recentes trabalhos incluem obras para o violoncelista Antônio Meneses e a trilha sonora da primeira série brasileira produzida para a plataforma Netflix.  Além de uma vasta e premiada discografia, Mehmari possui uma ativa carreira internacional como solista e criou duos expressivos com músicos como Antonio Meneses, Mário Laginha, Gabriele Mirabassi, Antonio Loureiro, Danilo Brito, Maria João, Hamilton de Holanda, Marilia Vargas, Ná Ozzetti , Maria Bethânia e Mônica Salmaso. Apresentou-se em países como Itália, EUA, Japão, China, Canadá, Argentina, Chile, Equador, Colômbia, Guiana Francesa, Noruega, Holanda, Finlândia, Suíça, Luxemburgo, Alemanha, França, Áustria, Irlanda, Bélgica, Portugal, Espanha, Dinamarca e Angola (além de todos os  principais festivais brasileiros) e em espaços como Salle Gaveau (Paris), Kennedy Center (Washington), Lincoln Center (Nova Iorque), Umbria Jazz, Sala São Paulo e Sala Cecilia Meirelles, entre muitos outros

Leonardo Hilsdorf

Um dos principais expoentes da nova geração de pianistas brasileiros, Leonardo Hilsdorf vem se apresentando com sucesso no Brasil, Estados Unidos e Europa. Aclamado pela crítica especializada, sua performance foi saudada como “fenomenal” (Fuldaer Zeitung) e “encantadora e magistral” (L’Independent). Durante os dois últimos anos foi um dos seletos solistas em residência na Capela Musical Rainha Elisabeth da Bélgica, onde trabalhou sob os cuidados de Maria João Pires, sua atual mentora. Recebeu o 1o prêmio em diversas competições internacionais na Alemanha, França, Espanha, Portugal, México e Brasil. Entre eles, em 2012, obteve o prestigioso prêmio Nadia et Lilit Boulanger em Paris, e em 2013 o prêmio especial da União Europeia de Concursos de Música para a Juventude, em San Sebastián. Em 2016, venceu por unanimidade o 1o prêmio no Concurso Internacional J.J.C Yamaha do México, que lhe rendeu uma turnê por diversos países da América Latina, bem como um piano de cauda Yamaha. Em 2018 recebeu novamente o primeiro prêmio no Festival Verão Clássico, em Lisboa. Compromissos recentes e futuros incluem, entre outras, aparições no Concertgebouw de Amsterdan, Flagey e Bozar em Bruxelas, Maison de la Radio em Paris e BeethovenHaus de Bonn, além da Sala São Paulo, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e da Sala Cecília Meirelles. Já se apresentou com a Filarmônica da Radio France, Orquestra Royal Wallonie, Sinfônica de Yucatán e, no Brasil, junto a OSESP, Orquestra Sinfônica Brasileira e Filarmônica de Minas Gerais. Em 2017 realizou a estréia mundial da ‘Fantasia concertante para piano’ de Edino Krieger na Sala São Paulo, junto a OSESP. Foi convidado, em 2007, a abrir os recitais do pianista Nelson Freire no Teatro Municipal de São Paulo e na Sala Cecília Meirelles. Em 2014, a renomada revista francesa Pianiste o entrevistou e lançou um CD acompanhando a edição de Maio com seu recital ao vivo na Salle Cortot de Paris. Dois anos mais tarde, foi eleito pelos principais críticos de música do Brasil como o Jovem Talento do ano pela Revista Concerto. Durante o ano de 2018, a mesma revista distribuiu para seus assinantes um CD solo gravado por Leonardo exclusivamente para a ocasião. Realizou gravações para a France Musique e Musiq3 na Europa, Rádio e TV Cultura e Rádio MEC no Brasil, e é regularmente solicitado a participar de festivais ao redor do mundo, entre eles o prestigiado Festival de Ravínia, nos Estados Unidos, e o Festival de Campos do Jordão, no Brasil. Bacharel em Piano na Universidade de São Paulo sob os cuidados de Eduardo Monteiro, concluiu seu mestrado em Performance no New England Conservatory de Boston, orientado por Wha Kyung Byun e Russell Sherman. Além de um diploma de Concertista outorgado pela Ecole Normale de Paris, Leonardo concluiu em 2018 um segundo mestrado em performance na escola de música de Colônia, Alemanha, na classe de Claudio Martinez Mehner. Atualmente vive em Lisboa, onde paralelamente a sua atividade artística desenvolve uma tese de doutorado em Estudos da Cultura conjuntamente na Universidade Católica Portuguesa e na Universidade de Copenhagen.

Lucia Barrenechea

Pianista professora titular de piano no Instituto Villa-Lobos da UNIRIO, onde também atua no Programa de Pós-Graduação em Música – Mestrado e Doutorado, e no PROEMUS – Mestrado Profissional em Ensino das Práticas Musicais. Realizou seu bacharelado em piano na UFG e mestrado na Universidade de Boston, EUA. Concluiu seu doutorado na Universidade de Iowa, EUA. Atuando intensamente como solista, Lúcia Barrenechea apresenta-se regularmente em recitais por várias cidades brasileiras. Também atuou como solista em concertos com as Orquestras Sinfônica Estadual de São Paulo, Filarmônica de Goiás, Sinfônica de Goiânia, Sinfônica Jovem de Goiás, Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e Sinfônica de Barra Mansa, sob a regência de Eleazar de Carvalho, Emanuel Martinez, Parcival Módolo, Eliseu Ferreira, Fabio Mechetti, Norton Morozowicz e Vladmir Prado. Reconhecida como notável pianista camerista, tem se apresentado com grandes nomes em destaque no cenário nacional e internacional. Com seu marido, o flautista Sérgio Barrenechea, forma desde 1989, o Duo Barrenechea. Em 2015 o duo lançou o DVD e CD "Brasíleiríssimo: Encontros". Em 2016 o projeto foi apresentado em turnê internacional, com concertos no Peru, Áustria e Estados Unidos. Seu primeiro CD solo, “Saracoteio - Piano Brasileiro” foi lançado em 2009. Em 2011 participou da turnê europeia de lançamento do CD triplo “A Música para Flauta de Francisco Mignone”. Tem sido frequentemente convidada para atuar como professora dos mais diversos festivais de música do país. Em 2013 lançou, em parceria com o violoncelista Hugo Pilger, o CD/DVD “Presença de Villa-Lobos na Música Brasileira para Violoncelo e Piano” e, em 2017, na forma de CD duplo, o 2º volume desse projeto.

Ronaldo Rolim

Um dos principais nomes da nova geração de pianistas brasileiros, Ronaldo Rolim vem sido aclamado pela crítica especializada por uma “especial capacidade de comover através de suas interpretações” e pela “maestria de seu fraseado, agógica e dinâmica.” Com uma carreira que engloba performances em mais de vinte países em quatro continentes, Ronaldo tem se apresentado em importantes salas como Carnegie Hall (Nova York), Tonhalle (Zurique), Wigmore Hall (Londres), Grande Sala da Academia Franz Liszt (Budapeste) e National Centre for the Performing Arts (Pequim), além de ser frequentemente convidado para renomados festivais de música como Folle Journée, Ravinia, Académie Musicale de Villecroze, Septembre Musical, Accademia Musicale Chigiana e Musikdorf Ernen. Em 2019, Ronaldo lança seu mais novo álbum, Szymanowski - The War Triptychs, pelo selo Odradek Records, no qual debruça sobre as obras programáticas do compositor polonês escritas durante a I Guerra Mundial, tópico esse que foi discutido extensivamente em sua tese de doutorado, defendida em 2016 na Yale University. Como solista convidado, apresentou-se frente a diversas orquestras brasileiras e internacionais, como a Tonhalle-Orchester Zürich, Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, Orquestra Sinfônica da Capela de São Petersburgo, Phoenix Symphony, Louisiana Philharmonic, European Philharmonic Orchestra of Switzerland, Concerto Budapest, Musikkollegium Winterthur, Filarmônica de Lviv, Sinfônica Brasileira, Filarmônica de Minas Gerais, Filarmônica de Goiás, Orquestra Juvenil da Bahia e Sinfônica da USP, entre outras. Grande defensor da música de câmara, colabora frequentemente com diversos instrumentistas, além de ser membro do Trio Appassionata, ao lado da violinista Lydia Chernicoff e da violoncelista Andrea Casarrubios. Entre os mais recentes projetos do grupo destacam-se uma extensa turnê pela China e o lançamento do CD gone into night are all the eyes,  pelo selo Odradek Records. O álbum, dedicado a obras americanas para trio, recebeu grande acolhida da crítica especializada: a revista Gramophone afirmou que a gravação “merece automático respeito”, e a International Record Review destacou o “fazer musical impressionante e explosivo” do grupo. ​ Nascido em 1986 em Votorantim, São Paulo, Ronaldo Rolim iniciou seus estudos musicais com sua mãe, Miriam Correa, tendo realizado sua primeira apresentação pública aos quatro anos de idade. Em 1998, foi admitido como bolsista integral da Fundação Magda Tagliaferro em São Paulo, onde foi aluno de Zilda Cândida dos Santos e Armando Fava Filho. Ao vencer, aos dezoito anos, os Concursos Nelson Freire e Magda Tagliaferro, transferiu-se para os EUA, onde reside até hoje. Nesse meio tempo, estudou com Flavio Varani na Oakland University (Michigan), Benjamin Pasternack no Peabody Conservatory (Baltimore) e Boris Berman na Yale School of Music (New Haven), obtendo as mais altas distinções em todas as instituições pelas quais passou. Paralelamente, vieram diversas premiações em concursos internacionais, com destaque para o prestigiado Concours Géza Anda, em Zurique, além dos concursos Teresa Carreño, Bösendorfer, Lyon, San Marino e James Mottram.

Debora Gurgel

Debora Gurgel é uma pianista, flautista, arranjadora e compositora paulistana, que compõe música brasileira contemporânea com fortes raízes na música popular brasileira e na concepção jazzística de improvisação. Sua discografia inclui trabalhos autorais com o “Dani & Debora Gurgel Quarteto” (Rodopio/2018; The best of DDG4/2017; DDG4/2016; Neon/2015; Garra/2015; Luz/2014; Um/2013), com seu trio e participação especial de Dani Gurgel e do Septeto S.A. (Debora Gurgel/2012), com o Triálogo (Triálogo/2001) e com o grupo DICA (DICA/2000), o EP Piano Solo (2017) e diversos trabalhos como pianista e arranjadora com o “Conrado Paulino Quarteto”, Adriana Godoy e outros grupos. Nos últimos 8 anos tem realizado turnês internacionais levando a outros países seu trabalho autoral juntamente com o "Dani & Debora Gurgel Quarteto" em festivais, teatros, universidades e clubes de jazz. No Japão (Tokyo Jazz Festival, Blue Note Tokyo, Billboard Live Osaka, Kamakura, Hamamatsu, Nagoya e Fukuoka); nos Estados Unidos (Yoshi’s Oakland, Seattle, Portland, Boston, New York); na Europa, apresentando-se na Espanha, Itália e Holanda; na América Latina, apresentando-se no Uruguay, Paraguay e Argentina, além de shows pelo Brasil afora. Suas composições, seus arranjos e seu piano estão registrados em gravações de artistas brasileiros, americanos e europeus tais como Filó Machado, Adriana Godoy, Joana Duah, Vanessa Moreno, Conrado Paulino, Ari Erev, Sandy Cressman, Lilian Carmona, Tó Brandileone e Vinicius Calderoni, entre outros. Em abril de 2017 recebeu o prêmio “Profissionais da Música” como Melhor Arranjadora do Brasil e com o grupo Triálogo foi semifinalista do 7o Prêmio VISA de Música Brasileira – Edição Instrumentistas, em 2004. É regente e arranjadora da OBA - Orquestra Brasileira do Auditório, na qual atua na formação específica dos alunos em música brasileira junto com Nailor “Proveta” Azevedo e grande equipe de professores da Escola do Auditório Ibirapuera, administrada pelo Itaú Cultural. Faz parte do elenco de arranjadores da Orquestra Jazz Sinfônica, da Orquestra Jovem Tom Jobim e da OCAM, tendo escrito arranjos para Fabiana Cozza, Richard Bona, Chico Pinheiro, Maurício Einhorn, Claudete Soares, Joyce Moreno, Amilton Godoy, Lilian Carmona e 5aSeco, entre outros. Seus arranjos e composições tem sido executados e gravados em várias formações no Brasil e no exterior, em instituições como Universidade do Missouri (EUA), Berklee School of Music (Boston, EUA), Codarts University of the Arts (Rotterdam, Holanda), além de serem utilizados em práticas de grupo de música brasileira contemporânea pelo mundo afora. Debora estudou piano e orquestração com Amilton Godoy, Roberto Sion e Fernando Mota. Em 2012, participou de um workshop de 5 dias com o pianista americano de jazz Chick Corea, tocando e gravando com Chick Corea, John Patitucci e Antonio Sánchez. Foi professora no CLAM (escola fundada pelo Zimbo Trio) durante 11 anos e é autora de vários métodos direcionados à linguagem da música popular brasileira - para piano e instrumentos de sopro. Fez parte da equipe de professores da Escola Municipal de Música de São Paulo, lecionando fundamentos do jazz, arranjo e improvisação para todos os instrumentos. Nos últimos anos tem realizado workshops sobre música e composição brasileira em renomadas escolas como The Jazz School (São Francisco, EUA), Cornish University (Seattle, EUA), Conservatório Dr. Carlos de Campos (Tatuí, SP, Brasil) e muitas outras. Trabalhou com inúmeros ícones da cena musical brasileira, dentre eles Raul de Souza, Filó Machado, Zimbo Trio, Arismar do Espírito Santo, Nico Assumpção, Vinícius Dorin, Jane Duboc, Lelo Izar e Lilian Carmona. Como pianista, além do seu trabalho autoral atua nos grupos de Zéli Silva, Septeto S.A., Conrado Paulino Quarteto, Lelo Izar Quintet, e da cantora Adriana Godoy. Em 2018 foi curadora do Festival “Jazz a la Calle”, no Uruguay. Participou por diversas edições do projeto “Piano na Praça”, que faz parte da Virada Cultural da cidade de São Paulo, com Amilton Godoy, Nelson Ayres, Laércio de Freitas e outros pianistas, com apresentações de piano solo.

Maria Teresa Madeira

Desde o início, a intensa e multifacetada carreira musical de Maria Teresa Madeira encontra-se marcada por experiências importantes, seja no campo artístico, seja no campo acadêmico. Entre sua formação como Bacharel em piano pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Música pela Universidade de Iowa (EUA) e Doutora pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), teve a oportunidade de estudar com Anna Carolina Pereira da Silva, Heitor Alimonda, Miguel Proença, Arthur Rowe e Daniel Shapiro, além de Myrian Dauelsberg, Jacques Klein, Sergei Dorensky, Daisy de Luca e Carmen Prazzini, mestres com quem se aperfeiçoou em interpretação. Como solista já esteve à frente de orquestras como a Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso, Cedar Rapids Symphony, University of Iowa Chamber Orchestra, Banda Sinfónica de la Ciudad de Córdoba (Argentina), Banda Sinfônica da Faculdade de Música do Espírito Santo. Como camerista, uma atividade que também lhe é muito cara, apresentou-se ao lado de alguns dos mais importantes artistas do país como Noël Devos, José Botelho, Paulo Sérgio Santos, Altamiro Carrilho, Alceu Reis, Aloysio Fagerlande, Radegundis Feitosa, Carol McDavit, Martha Herr, Rosana Lamosa, Pedro Amorim, Rildo Hora, Nicolas Krassik, Maria Bragança, Paulo Mendonça, Léo Gandelman e Quinteto Villa-Lobos, além de outros consagrados instrumentistas internacionais como Alain Marion, Alain Damiens, Leopold La Fosse, Leon Biriotti, Paula Robinson, Bruno Totaro, dentre outros. Já participou de 15 das Bienais de Música Brasileira Contemporânea, realizando várias estreias mundiais e locais de obras, algumas delas a ela dedicadas, de compositores como Ronaldo Miranda, Tim Rescala, Glicia Campos, Harry Crowl, Gilberto Gagliardi e Leandro Braga. Na área acadêmica, tem compartilhado suas experiências em cursos, workshops e Festivais de Música por todo o Brasil como o Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais, Festival de Inverno de Campos dos Goytacazes, Curso Internacional de Verão de Brasília e Festival Vale do Café. Maria Teresa Madeira é, ainda, patrona do Concurso Nacional de Piano que leva seu nome, dedicado a revelar talentos de todas as faixas etárias. Já realizou recitais e concertos nos EUA, Colômbia, França, Argentina, Finlândia, Tunísia, Espanha e Alemanha, sempre priorizando a divulgação da música brasileira. Na área acadêmica, tem compartilhado suas experiências em cursos, workshops e Festivais de Música por todo o Brasil, como o Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais, Festival de Inverno de Campos dos Goytacazes, Curso Internacional de Verão de Brasília e Festival Vale do Café. Maria Teresa é, ainda, patrona do Concurso Nacional de Piano que leva senome, dedicado a revelar talentos de todas as faixas etárias. Já realizou recitais e concertos nos EUA, Colômbia, França, Argentina, Finlândia, Tunísia, Espanha e Alemanha, sempre priorizando a divulgação da música brasileira.Foi professora do curso de graduação do Conservatório Brasileiro de Música e, atualmente, é professora daUNIRIO (Universidade Federal do Estado do Riode Janeiro), onde ministra aulas nos cursos de bacharelado e de extensão. Faz parte, ainda, do quadro de professores da Pós-Graduação e do Proemus (Mestrado Profissional). Sua discografia conta com mais de 30 CDs, como solista ou camerista, e sua trajetória sempre esteve ligada à música de Ernesto Nazareth, seja nos diversos concertos em que apresenta suas obras, seja nos CDs que gravou inteiramente dedicados a ele, tais como Sempre Nazareth (Kuarup, 1997)e Ernesto Nazareth Vol.1 e Vol.2 (Sonhos e Sons, 2003), este último indicado ao Grammy Latino, além de seu mais importante e desafiador projeto: a caixa com 12 CDs que formam a integral da obra de Nazareth (Independente, 2016, 1a. edição). Em fevereiro de 2020, lançou sua primeira edição crítica de partituras, Chiquinha Gonzaga para Todos, em parceria com o pesquisador Wandrei Braga, contendo 130 obras para piano solo de autoria de Chiquinha Gonzaga, em quatrovolumes organizados em ordem progressiva de dificuldade.

Natalia Valentín

Natalia Valentín iniciou seus estudos musicais aos seis anos de idade em Caracas, sua cidade natal. Aluna de piano de Arnaldo Pizzolante e César Rangel, completou seus estudos musicais no Conservatório "Juan José Landaeta". Paralelamente a seus estudos musicais, ela estudou Artes na Universidade Central da Venezuela. Em 1998, Natalia busca novos horizontes artísticos e se instala em Paris, obtendo o Premier Prix em piano no Conservatório Regional de Paris em 2000, depois integra a classe Pianoforte de Patrick Cohen para se especializar na interpretação de instrumentos históricos. Em 2003, obteve o Diploma Superior de Música Antiga - Premier Prix por unanimidade do júri e, no mesmo ano, recebeu o Premier Prix em Música de Câmara. Em junho de 2007, Natalia concluiu seus estudos no Conservatório Nacional de Música e Dança de Paris (CNSMDP), na classe de Pianoforte, obtendo o Prêmio Principal "Mention Très Bien à l'Unanimité". Aluna de Patrick Cohen, Pierre Cazes e Kenneth Weiss, ela aperfeiçoou sua técnica de piano seguindo os conselhos de Susan Alexander-Max e Arthur Schoonderwoerd. Ela é regularmente convidada como solista e em música de câmara em festivais na Itália, Suíça, Espanha, Estados Unidos, México e França. Desde 2008, ela participa ativamente em concertos organizados pelo Sistema Nacional de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela, realizando concertos com a Orquestra Sinfônica da Juventude de Caracas e os solistas da Orquestra Simón Bolívar da Venezuela. Em 2016, participa da 2ª semana do Centro de Música Barroca de Versalhes, no Rio de Janeiro, onde realiza um programa de música francesa para pianoforte e o 2º concerto para Piano e Orquestra de Jadin com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natalia Valentín também participou das festividades de Chopin em Paris, apresentando recitais no Pianoforte Broadwood de Frédéric Chopin, no âmbito da exposição dedicada ao compositor na Cité de la Musique em Paris. Em 2012, ela criou um programa especial para as festividades da Campanha Russa, realizada por Napoleon Bonaparte em 1812 no Museu do Exército de Paris (Les Invalides) e, no mesmo ano, fez residência artística na região de Haute-Saône, realizando um projeto musical itinerante com o piano. Em 2013, fez uma grande turnê com um programa de obras de Charles Valentin Alkan, promovido pela Fundação Bru-Zane, Natalia traz esse repertório sob o tema do misticismo para o México, Venezuela, Bahamas, Itália e Espanha. No campo pedagógico, Natalia ensinou como professora de piano e pianoforte no Conservatório de Bobigny na região de Paris e atualmente é professora de piano e coordenadora pedagógica no conservatório Hector Berlioz em Paris. Apaixonada pelo pianoforte, ela é frequentemente convidada a realizar master-classes, concertos e conferências de iniciação, como na Hochschule Luzern Musik (Suissa), na Villa Bossi (Itália), na Cité de la Musique (França), Unirio (Brasil) e no Sistema de Orquestras da Venezuela. Em 2009, ela lançou seu primeiro álbum com o Label Paraty, dedicado a os Rondos e Bagatelas de Ludwig van Beethoven, apresentado em um pianoforte original do sul da Alemanha. Esta gravação foi premiada pela imprensa especializada com 5 diapasões em outubro de 2009 e em janeiro de 2010, Three Stars of Classica, TOP 5 do ano de 2009 na revista Fanfare e Coup de Coeur na Classique-News.