Classe de Percussão

Amoy Ribas - Coordenador da Classe

O percussionista, compositor e pesquisador Amoy Ribas nasceu em Brasília, mas já morou nos quatro cantos do Brasil, na Índia e por 4 anos reside em Berlin, sempre atento à busca por novos sons, imprime em seu trabalho as várias influências pelas quais passou. A mistura de técnicas e estilos distintos é característica marcante do músico, que busca extrair todas as possibilidades sonoras dos instrumentos. Sua percussão despertou o interesse em grandes nomes da música como Richard Galliano, Hermeto Pascoal, Gilson Peranzzetta, Omar Sosa, Rolf Kühn, Marco Pereira, Guinga, Jacques e Paula Morellenbaum, Mart´nália, Hamilton de Holanda, Raul de Souza, Toninho Horta, Billy Blanco, Beth Carvalho, Leila Pinheiro, Joyce, Moacyr Luz, J. T. Meireles, Toninho Ferragutti, Arismar do Espirito Santo e Jeff Coffin com os quais o percussionista fez shows ou gravou no Brasil e no exterior. Ao longo de sua carreira, já participou de importantes festivais, como Xjazz, Jazzrally, Traumzeit (Alemanha), Jazz in the City (Áustria) , Festival Del Caribe (Cuba), La Paz Festjazz (Bolívia), Tudo é Jazz e BMW Jazz Festival (Brasil). Amoy também excursionou pelo EUA, França, Alemanha, Israel, Tunísia, Argélia, Palestina, Republica Dominicana, Porto Rico, Suécia, Suiça, Russia, Finlândia, Dinamarca entre muitos outros. Em 2004 e 2007, foi o mais jovem solista da Orquestra WDR de Colônia, ao lado de Joyce e do pianista e arranjador Gilson Peranzzetta. Em 2006, participou do DVD “Sinfonia do Rio de Janeiro” de Billy Blanco e Tom Jobim e gravou o CD Luz Negra de Richard Galliano. No final de 2007, participou do concerto de Richard Galliano e Gary Burton, na sala Pleyel em Paris. Em 2008, gravou com Mart’nalia e apresentou-se no Projeto Aquarius. Em 2007 lançou seu primeiro disco solo – Batuke no Batike –-, muito bem recebido pelo público em diversas apresentações no Brasil. Em 2008, gravou um disco em formação de trio, com o grupo RAL 3, na Alemanha. Em 2009 foi agraciado pelo prêmio Pixinguinha para a gravação e turnê do seu terceiro CD, Tambores de Apuama. Em 2013 lançou o CD Fora dos Eixos com o grupo choro & Cia, com músicas inéditas e raras de Ernesto Nazareth, em comemoração aos 150 anos do compositor. No começo de 2015, Amoy Ribas gravou seu trabalho em duo com Gilson Peranzzetta, o CD Repercutindo pela gravadora Fina Flor, que mostrar a integração do vibrafone e da percussão brasileira com o piano. O resultado é uma mistura do rústico som dos tambores afro-brasileiros com harmonias de sonoridade moderna e criativa. Amoy e Gilson dividem as composições e arranjos, nos quais usam vibrafone, zabumba, pandeiro, berimbau, didgeridoo, Ilu entre outros instrumentos, sempre explorando sons acústicos e timbres orgânicos na interação com o piano. Amoy Ribas transcende o conceito da percussão como simples acompanhamento procurando novos sons no universo percussivo, o que torna sua música vibrante e propositiva, integrando-a com igual relevância aos outros instrumentos.

PROFESSORES

Larissa Umaytá

Larissa Umaytá, iniciou sua vida musical desde cedo.

Foi criada no berço da cultura popular com o Bumba Meu Boi de Seu Teodoro, seu avô. Teve influência de seu pai e incentivador, com quem transformou a percussão em paixão. No meio musical conheceu e trabalhou com muitos artistas que impulsionaram sua carreira. Participou de muitos projetos na cidade de Brasília, tendo a oportunidade de tocar e conhecer artistas renomados país a fora. 

Participou de projetos como: Semente da Vila, Festival Mova, Festival Latinidades, Favela Sounds, Rojão de Brasília, Festival de Teatro Brasileiro em Belo Horizonte, Rio Mountreux Jazz Festival, Festival Tenda Sonora em Uberlândia MG, Festival é No Choro que Eu Vou em Curitiba, Festival COMA em Brasília, entre outros.

Expandiu seu conhecimento musical na Escola de Choro Rafael Rabello, em Brasília, onde conheceu músicos e ritmos que foram fundamentais pro seu desenvolvimento como percussionista e professora. Choro, baião, maracatu, forró, entre muitos outros, fazem parte de seu repertório.

Formou, junto com alunos da escola, o grupo Regional 5 Estrelas – Matheus Donato, Mariana Sardinha, Ylian Miranda e Kaio Graco – com quem participou do Primeiro Festival de Choro da Escola e conquistou o prêmio de Melhor Grupo. Na  categoria solo ganhou, como pandeirista, o prêmio de Melhor Instrumentista.

Em 2015, integrou a Orquestra Camaleônica do Calango Careta, regendo durante 2 anos e em paralelo, participou da  criação do grupo percussivo Capivareta Repercussiva do Calango Careta, formando um coletivo percussivo.

Em 2018 construiu a trilha sonora e sonoplastia do Espetáculo Autopsia – Atos 3 e 4 com direção de Jonathan Andrade, que esteve em cartaz no CCBB Brasília, Teatro de Sobradinho e Sesc Taguatinga.

Participou de gravações de CD’s e EP’s de artistas da cidade, como: Leticia Fialho, Iara Gomes, Grupo Chorando Baixinho, Stênio Neves, Serge Frasunkiewicz, Cris Pereira, Grupo Matita Perê.

Junto com o Face Quarteto , projeto que conta também com Márcio Marinho, Vitor Angeleas e Bruno Rejan, participou do 14° Festival Chorando Sem Parar em São Carlos, SP. Também com o Quarteto tiveram a oportunidade de acompanhar o grande Spok, considerado hoje, Embaixador do Frevo no Clube do Choro de Brasília. Gravaram o disco Asa Norte Criativa que também contou com a participação do grande Spok.

É a idealizadora, produtora e diretora da série audiovisual UM pandeiro mais UM transmitida no ano de 2019 pelo YouTube e que a cada episódio mensal, convidou um artista pra tocar junto, mostrando assim a versatilidade do pandeiro de couro. Teve a honra de ter participação de Mariano Toniatti, Marcus Moraes, Tatá e Danú, Letícia Fialho, Ellen Oléria, Martinha do Coco, Christyles Bacon, Paulinho Félix, Juninho Ferreira, Iara Gomes, Thanise Silva, Matheus Donato e Rodrigo Bezerra.

Na área educacional viajou por vários estados do Brasil ministrando oficinas eworkshops como: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Curitiba, Goiânia e claro, Brasília.

Atualmente, Larissa Umaytá é artista/endorser da Contemporânea Team, uma das maiores marcas de instrumentos percussivos do Brasil. Exerce seu trabalho como percussionista, educadora e produtora, produzindo seus próprios conteúdos e trazendo na bagagem suas raízes e influências pessoais e profissionais.

 

 

Maurício Tizumba

MAURÍCIO TIZUMBA

Maurício Tizumba, em sua carreira artística que tem início ainda na década de 60, se destaca por fazer um percurso de grande relevância para a cultura afro-brasileira. Em toda a sua história musical Tizumba traz consigo a forte influência do congado mineiro, manifestação cultural e religiosa que resiste há mais de três séculos enquanto importante símbolo de expressão da cultura negra em Minas Gerais. E assim, o artista se mostra verdadeiramente envolvido com a popularização e perpetuação da identidade cultural do nosso povo.

Como ator, Tizumba é formado pelo Teatro Universitário da UFMG, experiência que o capacitou para atuar em diversas produções teatrais e cinematográficas reverenciadas pela crítica e, especialmente, pelo público o qual conquista rapidamente devido a seu grande talento e indubitável carisma.

Sua trajetória marca também a intenção de ampliar o acesso à cultura em Minas Gerais, buscando a disseminação da arte entre todas as classes e grupos sociais. Seus trabalhos sempre vão às ruas, às praças e ao povo, com o objetivo claro de sensibilização para a arte, para a cultura negra, e para a cultura em geral. Tizumba canta para todas as cores, tamanhos e lugares.

Laura Robles

Samba Ossálê

Especialista em ritmos afro-brasileiros; Especialista em congas e atabaques; Domínio dos instrumentos de percussão popular, principalmente dentro dos ritmos brasileiros: sambas, choro, bossa nova, MPB etc.; Conhecimento no âmbito da música oriunda da cultura popular brasileira, desenvolvendo estudos percussivos dentro desse universo: samba de côco, samba de roda, samba de umbigada, samba de caboclo, jongo, tambor de crioula, congada, maracatu, dentre outros, assim como dos ritmos afros: kabula, ijexá, barravento, muzenza, munjolo, congo de ouro, dentre outros. Formação Profissional Iniciou sua familiaridade com a percussão popular aos cinco anos, quando passou integrar a Bateria Mirim da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, em São Paulo; Particularizou-se com os ritmos afros e especializou-se nestes a partir de sua iniciação como Tata Cambando (Ogã), noCandomblé Angola há 33anos; Aluno da Universidade Livre de Música no Curso de Formação Instrumental em Percussão Popular – teórico e prático; Últimas Atuações Profissionais Músico contratado por várias bandas e intérpretes de São Paulo e outros estados, dentre eles: Sr.Monarco da Portela, Nelson Sargento,Criolo,Maria Alcina, Moacyr Luz, Wilson das Neves, Celso Viáfora, Olivia Byington, Luiz Carlos da Vila, Riachão, Roberto Mendes, Max de Castro, Fernanda Porto, Paulo Padilha, Juliana Amaral, Marina De La Riva, Juçara Marçal, Dona Inah, Fabiana Cozza, Ana Paula da Silva, Ione Papas,Grupo A Barca,Bando Afro Macarrônica, Família Briga de Galo, Grupo Garoa do Recôncavo e Mestre Ananias; Participação como músico percussionista em CDs de diversas bandas e intérpretes: Riachão,Roberto Mendes, Paulo Padilha, Juçara Marçal e Kiko Dinucci, Letícia Maria Preá, Ione Papas, Mestre Ananias, Kiko Dinucci e Banda Afro Macarrônica, Cochichando grupo de chorinho, Pau D’Água, entre outros; Participação na gravação de áudio do DVD do Mestre Humberto e Boi de Maracanã; Participação na gravação do DVD do intérprete Marcelo Pretto; Projeto Pixinguinha de circulação pelas regiōes sul e sudeste do Brasil com Monarco da portela e Paulo Padilha Circuito SESC com Flora Matos e Negra Li Circulação realizada pela Art Midwest nos EUA entre Setembro e Outubro de 2014 até os dias atuais sempre nesses meses ; Musico atuante na peça Garrincha,dirigida por Bob Wilson, em cartaz no SESC Pinheiros de Abril a Maio de 2016 Participação como percussionista da trilha sonora do longa metragem “Serras da Desordem dirigido por Andréa Tonacci; Integrou o Grupo de hip-hop Filosofia de Rua, grupo de grande importância na cena rap nacional na década de 90; Participou na elaboração e montagem do Grupo de Afoxé Amukenguê, do qual fui instrutor, além de co-autor de vários afoxés para o grupo; Participação como músico no trabalho de danças populares (ciranda, carimbó, cacuriá, boi, quadrilha, samba de umbigada, dança do caroço etc.) com Graça Reis, nas escolas públicas e comunidades carentes; Apoio às Caixeiras do Divino, em evento realizado na Associação Cachuêra, durante todo o mês de maio/2005; Integrante da banda Beat-Choro, patrocinada pela Trama, com várias apresentações no Brasil. A banda participou como convidada de evento da AMBEV na Rússia em maio de 2006; Ministra aulas particulares de percussão; Ministrou aulas no curso de formação em percussão popular da Universidade Livre de Música – Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, como professor substituto dos professores Luís Guello e Ari Colares; Ministrou oficina de improvisação no tambor Rum,que tem justamente essa função no momento da dança ritualística do Candomblé, no ( Laboratório de Percussão do Instituto de Artes da Unesp ) , organizado por Carlos Stasi; Co-produtor local da Coleção Turista Aprendiz, que teve como resultado final a gravação do CD da Casa de Candomblé Angola Redandá, lançado em abril/2007; Montou o grupo Kabula, fruto do projeto Turista Aprendiz, junto à comunidade do Redandá em Embu-Guaçu/SP, que tem realizado várias apresentações para divulgar a cultura Bantu.