Cordas populares

Carol Panesi - Coordenadora da Classe

“A música está em todos os contextos”. Para a violinista carioca, a máxima de Hermeto Pascoal faz todo sentido. O primeiro alumbramento sonoro aconteceu em casa. Som da aura: violão e voz de seu pai entoando canções de Vinicius e Tom.

Não demorou muito para que um piano no canto da sala ganhasse vida nas mãos da menina. Aos 11 anos, ela decidiu ingressar no Conservatório Brasileiro de Música. Lá concluiu o curso técnico de piano. Com Bernardo Bessler, aprofundou os estudos de violino. Após sete anos de vivência intensa no CBM, Carol conheceu Itiberê Zwarg. Esse encontro determinou os rumos da sua trajetória musical e passou a ser motivo de inspiração diária e constante.

Multi-instrumentista, vencedora do Prêmio Profissionais da Música 2018 na categoria autora e vencedora do Prêmio MIMO Instrumental 2018, Carol Panesi foi integrante da “Itiberê Orquestra Família” e do “Itiberê Zwarg & Grupo”. por 13 anos. Com esses projetos, viajou por vários lugares do Brasil e do estrangeiro. Compartilhou seus conhecimentos como monitora do projeto didático idealizado por Itiberê, a Oficina da Música Universal por 7 anos.

Gravou CDs, DVDs e dividiu o palco com grandes nomes do cenário musical brasileiro e internacional, dentre eles Hermeto Pascoal, Daniela Spielmann, Quinteto da Paraíba, Léa Freire, Nicolas Krassik, Ricardo Herz, Edu Lobo, Clarice Assad e Jongo da Serrinha.

​No fim de 2017 Carol gravou seu primeiro disco autoral intitulado Primeiras Impressões, e ao longo de 2018 lançou  em diversas cidades.

A musicalidade desta multi-instrumentista se destaca pela capacidade de fazer soar as nuances dos mais variados contextos por onde ela transita. Ao violino, piano ou trompete, a música é o farol que guia Carol.

PROFESSORES

Federico Puppi

Italiano radicado no Brasil, começou a estudar violoncelo aos 4 anos, no Suzuki Center – Itália.  Formado no Conservatório de Aosta em violoncelo erudito, estudou música moderna no Liceu de Barcelona. Em 2006 recebeu uma scholarship para o Berklee College of Music durante o Umbria Jazz Festival, sendo o único violoncelista italiano a receber esse prêmio.

É coprodutor do último disco de Maria Gadú “Guelã” e fez parte da banda fixa da cantora por 4 anos, com turnês nacionais e internacionais. Em 2015 lançou seu primeiro disco autoral “O Canto da Madeira”, considerado o melhor disco instrumental do ano pela crítica especializada.

Já tocou com Gilberto Gil, Ana Carolina, Péricles, Diogo Nogueira dentre outros. Gravou com Sérgio Mendes, Jorge Israel, Paula Toller, Roberta Sá, Jony Hooker e Caio Prado. Indicado ao Grammy Latino em 2015 por “Guelã” e em 2014 ao Grammy USA com o disco “Magic” de Sergio Mendes. Em 2018 lançou seu segundo álbum, “Marinheiro de terra firme”, com a participação de Milton Nascimento.

Em 2017 cria o duo Yamí Music com o percussionista Marco Lobo. 

 

Gabriel Vieira

Gabriel Vieira, multi-instrumentista, iniciou seus estudos em música aos 5 anos de idade. Autodidata, seu primeiro instrumento foi o violão. Logo após aos 7 anos de idade, ingressou na Escola de Música Villa Lobos – Casa da Cultura em Joinville – SC. Aos 9 anos iniciou seus estudos ao violino, se formando pela mesma escola aos 15 anos. Após se formar, iniciou seus estudos com o violinista italiano Danielle Girardello, em Jaraguá do sul e ingressou na Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul – SCAR. Nesse período ainda atuava como contrabaixista elétrico de um grupo de Jazz e Música Brasileira autoral, em Joinville, grupo Anagajanfá.

Aos 17 anos, ingressou na UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina, se formando no curso de Bacharel em Violino. Durante esse período, Gabriel buscou estudar por contar a linguagem do Jazz e da Música Brasileira, no instrumento violino, também teve aulas particulares em Paris (2010), com o violinista Brasileiro Ricardo Herz, especializado em Música Brasileira. Também fez aulas com o violinista francês Nikolas Krassik (2016).

Entre 2011 e 2013, trabalhou no estúdio do músico brasileiro Alegre Corrêa (ex integrante do “Zawinul and The Sindicate Band”) e também participou do seu grupo (Alegre Corrêa Band).

Em 2015 foi convidado pelo guitarrista de Jazz Manouche Mauro Albert a ingressar em seu quarteto, participando de shows pelo estado de SC e SP, incluindo a gravação do programa “SESC Instrumental” gravado ao vivo no teatro SESC Vila Mariana. Ainda em 2015, o quarteto se reuniu para gravar o disco Mauro Albert Quarteto – OPTCHÀ. Em 2014 Gabriel, juntamente com Pedro Loch (guitarra) e Rafael Calegari (baixo) fundam o Trama Trio e lançam seu primeiro CD, Trama Trio – Mergulho e saem em tour realizando mais de 13 shows pelo estado de Santa Catarina.

Em 2014 foi convidado pelo músico e compositor argentino Marcos Archetti participar do Quinteto Enraizados, gravando o primeiro disco do grupo intitulado “Enraizados”, juntamente com Edilson Fortes (Piano), Rafael Vieira (bateria) e Gledson Zabote (Saxofone).

Em 2015 Gabriel foi convidado pelo músico Carlinhos Antunes (SP), para gravar o disco Sobre Todas as Cordas com a Orquestra Mundana em SP capital. Lá fez shows nos teatros do SESC Pompéia e Vila Mariana. Paralelo à carreira de violinista, Gabriel também é produtor musical e já gravou mais de 30 discos, incluindo o grupo madrileño “Sonífera Isla”, e o guitarrista de flamenco também de Madrid, Fernando de La Rua.

Em 2016, viaja para Madrid, para fazer um show com o Guitarrista Fernando de La Rua, também ministrou workshops de violino popular brasileiro, na “Escuela Creativa de Música”, em Madrid.

Em 2016, juntamente com o pianista russo, diretor da Escola do Teatro Ballet Bolshoi Brasil, Pavel Kazarian, nasce o duo “Pavel Kazarian e Gabriel Vieira”, lançando seu primeiro álbum intitulado “Homeland”. O duo segue realizando concertos trimestrais.

Em 2016, viajou para para Madrid, ministrando oficinas de violino brasileiro e também realizou um show na Sala Clamores em Madrid, junto ao guitarrista Fernando De La Rua.

Em fevereiro de 2017, realizou uma tour com o grupo de forró “Forrobodó” em Buenos Aires e interior da Argentina.

Em novembro de 2017, tocou no Buenos Aires Jazz Festival com o Quinteto Enraizados, realizando também shows em Bariloche, Juín de Los Andes e Neuquén, ambos na Argentina.

Em fevereiro de 2018, volta para mais uma tour pela Espanha, dessa vez participando do Barcelona Fiddle Congress, encontro internacional de violinistas que trabalham com músicas populares de seus respectivos países e culturas, também realizou um show em Madrid na Sala Clamores com o guitarrista Fernando de La Rua.

Em 2018 também participou da gravação do disco “Vertical” do acordeonista Bebê Kramer, com os músicos Kiko Freitas, Armando Marçal, Guto Virtti, Paulinho Fagundes, Michel Dorfmann, e Eduardo Neves.

Em 2020, foi selecionado para o Edital Arte com Respiro, do Itaú Cultural. Também foi aceito no concurso Seifert Jazz Violin Competition, como semifinalista, e também se classificou para a final.

Guilherme Pimenta

Guilherme Pimenta é violinista e compositor natural de Minas Gerais e radicado no Rio de Janeiro desde 2014. Ele vem se destacando na cena instrumental por trazer seu instrumento para o contexto da improvisação e da música popular. O violinista já se apresentou como solista convidado de grupos como Conjunto Época de Ouro, Geraes Big Band e Orquestra de Sopros da ProArte e participou de diferentes projetos em países como Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Bélgica, França e Suíça. Guilherme foi aprovado em concursos como Jovem Músico BDMG e gravou e dividiu palco com grandes nomes da música brasileira como Carlos Malta, Gabriel Grossi, Alma Thomas, Ricardo Herz, Rafael Martini e Silvério Pontes. Atualmente, o violinista integra o grupo de MPB Papagaio Sabido com quem lançou o disco “Revoada”(2017) e desenvolve intensa atividade com o Guilherme Pimenta Quarteto e com o Pimenta Jazz Trio. Em 2018, o músico lançou seu primeiro EP intitulado “Violino na roda” e a websérie “Levando Som”. Como professor, Guilherme tem levado seu workshop de “Música popular e improvisação para cordas friccionadas” em algumas universidades do Brasil e em 2017, realizou a atividade na Suíça. Em 2019, o músico lançou eu primeiro disco “Catopê”, realizou uma turnê na Europa com o “Pimenta Jazz Trio” e ganhou o prêmio de melhor intérprete de música instrumental pelo Festival de Música da Rádio MEC.

Jaques Morelenbaum

Carioca, em 46 anos de carreira como músico, Jaques Morelenbaum tomou parte em 809 álbuns, colaborando, como violoncelista, compositor, arranjador, regente e produtor, com importantes nomes da Música Brasileira como Antonio Carlos Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Gal Costa, Milton Nascimento, Chico Buarque, entre tantos outros. Participou também de produções musicais com uma série de artistas internacionais, entre eles Sting e Ryuichi Sakamoto, com quem começou a tocar em 1992, e com quem inaugurou recentemente a Japan House em São Paulo, com um concerto ao ar livre no Auditório Ibirapuera para um público de 20.000 pessoas. Gravou com os portugueses Mariza, Carminho, Madre Deus, Dulce Pontes, Danças Ocultas e Rui Veloso, as cabo-verdianas Cesária Évora e Mayra Andrade, os franceses Michel Legrand, Juliette Greco e Henri Salvador, o angolano Paulo Flores, os japoneses Sadao Watanabe, Goro Ito, Choro Club e Gontiti, os norte-americanos David Byrne, Melody Gardot e Chris Botti, os espanhóis Maria Dolores Pradera, Clara Montes e Presuntos Implicados, os italianos Paolo Fresu, Luciano Pavarotti, Patty Pravo, Mario Biondi, Massimo Modugno e Adiano Celentano, os argentinos Fito Paes, Jairo e León Gieco, os colombianos Santiago Cruz e Antonio Arnedo, o cubano Omar Sosa e a mexicana Julieta Venegas. Recebeu o prêmio Grammy na categoria World Music, como produtor do álbum "Livro" de Caetano Veloso, o Grammy Latino de Melhor Disco de Música Brasileira, pelo álbum "Noites do Norte", também de Caetano Veloso, e do Grammy Latino de Melhor Longa Metragem de Música Pop por sua co-produção do Acústico MTV de Julieta Venegas. Compôs e produziu inúmeras trilhas sonoras para o cinema e teatro, entre elas para os filmes “Nise, o Coração da Loucura”, de Roberto Berliner (Prêmio Aruanda de Melhor Trilha Sonora”, "Tieta" (Prêmio Sharp para Melhor Trilha Sonora) e "Orfeu do Carnaval", de Cacá Diegues (ambas junto a Caetano Veloso), "O Quatrilho" (vencedora do Prêmio Coral do Festival de Cinema de Havana de Melhor Trilha Sonora, também com Caetano Veloso), "Jacobina" e "Lula, Filho do Brasil" (esta em parceria com Antonio Pinto, vencedora do Prêmio de Melhor Trilha Sonora da ACIE – Associação dos Críticos da Imprensa Estrangeira), os três últimos de Fábio Barreto", "Olhos Azuis", de José Jofilly (Grande Prêmio do Cinema Brasileiro para Melhor Trilha Sonora da Academia Brasileira de Cinema), "A República dos Anjos", de Carlos Del Pino, "Paid" de Laurence Lamers e "Central do Brasil" (junto a Antonio Pinto), de Walter Moreira Salles (vencedor do Prêmio Sharp para Melhor Trilha Sonora). Assinou a supervisão musical do filme “Abe”, de Fernando Grostein Andrade, e participou em cena dos filmes "Hable com Ella", de Pedro Almodovar, tocando "Cucurucucu Paloma", junto a Caetano Veloso, e "A Música Segundo Tom Jobim", de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim. Participou da Nova Banda de Tom Jobim como violoncelista e produtor de 1985 a 1994, excursionou o mundo todo tocando com Egberto Gismonti de 1988 a 1983, foi violoncelista, arranjador e diretor musical de Caetano Veloso de 1991 a 2005, colaborou com Gal Costa de 1994 a 1997, também como cellista, arranjador e produtor, e com Gilberto Gil de 2009 a 2014. Tomou parte do Quarteto Jobim Morelenbaum e do grupo Morelenbaum2Sakamoto, com o qual gravou os discos "Casa", "A day in New York" e "Live in Tokyo". Participou dos álbuns “Alma” (2011) e “Eros”(2015), ambos de Paolo Fresu e Omar Sosa e em 2018 tomou parte do disco “Eu Te Amo, A Música de Tom Jobim” do bandoneonista italiano Daniele di Bonaventura junto ao pianista Giovanni Cicarelli. Lançou em 2104 seu primeiro disco solo, “CelloSam3aTrio – Saudade do Futuro_Futuro da Saudade" (Biscoito Fino/Mirante), lançou junto à Paula Morelenbaum e ao CelloSam3aTrio o álbum “Live in Italia _ Ommagio a Jobim” (Biscoito Fino/Mirante), gravado em Pádua, e com Zélia Duncan o álbum “Invento +”, dedicado à obra de Milton Nascimento.

Maria Clara Valle

Violoncelista, compositora, arranjadora e educadora musical, residente na cidade do Rio de Janeiro, graduada pela Universidade Federal de São João Del Rei (MG – 2016). Foi integrante da Itiberê Orquestra Família por dez anos, participando da gravação de seus três discos e de várias apresentações e oficinas pelo Brasil e América Latina. Atualmente, é integrante do quarteto de cordas cAis, com o qual desenvolve um trabalho de improvisação e criação com mulheres instrumentistas de cordas friccionadas, explorando e abrindo espaço para a construção de um fazer musical feminino. Também atua como instrumentista no Jonas Hocherman Septeto. Recentemente, formou um Duo com a cantora, violonista e compositora Luísa Lacerda. Faz parte do Coletivo Essa Mulher, grupo de mulheres compositoras e musicistas que pretende entrelaçar música, documentação histórica e reflexão sobre a prática musical feminina através da produção de shows, mostras, festivais e debates e é idealizadora e sócia do Som na Toca, projeto de produção cultural itinerante e colaborativo. Está em cartaz itinerante com os espetáculos cênicos “Sobre o Mar” e “Chão de Novo”, ao lado do escritor angolano Ondjaki, com o qual percorreu diversos países como Angola, São Tomé, Macau e Timor Leste. Teatro é uma de suas grandes paixões! Além de ter tocado muitas vezes em cena, nesse ano de 2019, aventura-se na composição de uma trilha original para o musical infantil Ombela, inspirado na obra de mesmo nome, também de Ondjaki, pela qual ganhou o prêmio 2019 – 6o PRÊMIO CBTIJ DE TEATRO PARA CRIANÇAS de melhor composição original e direção musical.

Nicolas Krassik

Nascido em 1969 na grande Paris, Nicolas Krassik coloca seu violino a serviço da música popular brasileira há 19 anos. Herdeiro da famosa tradição francesa de violinistas de jazz, estudou música clássica por 14 anos, Jazz durante 2 anos e atuou 8 anos como músico de Jazz na Europa ao lado de grandes nomes como Michel Pettrucciani, Didier Lockwood, Vincent Courtois e Pierrick Hardy. O violinista descobriu a música brasileira através de festas e shows realizadas em Paris e se encantou definitivamente. Em 2001, desembarcou no Rio de Janeiro na intenção de pesquisar essa cultura riquíssima. A sua dedicação e rápida assimilação chamaram a atenção da mídia, conquistaram a admiração do público e Nicolas se tornou referência em violino na MPB. Virtuoso e criativo, já tocou e gravou com grandes artistas, como Beth Carvalho, Carlos Malta, Chico Buarque, Gilberto Gil, Hamilton de Holanda, João Bosco, Lenine, Marisa Monte e Yamandu Costa. Desde a sua chegada no Brasil, Nicolas Krassik se apresentou por todo o país e mundo afora, ao lado de Gilberto Gil, Yamandu Costa e com seus próprios projetos musicais. “Na Lapa” (Rob Digital), seu trabalho de estreia e lançado em 2004, é um retrato dos lindos encontros musicais realizados pelo violinista durante seus primeiros anos no Rio de Janeiro e conta com grandes participações como as de João Bosco, Beth Carvalho, Yamandu Costa, Hamilton de Holanda e Carlos Malta, entre outros. “Caçuá” (Rob Digital) sai em 2006 e é o primeiro trabalho de banda do artista, confirmando a presença da percussão e do violão de 7 cordas no trabalho do violinista. Em 2008, Nicolas lança o CD “Nicolas Krassik e Cordestinos”. O CD se dedica integralmente à música nordestina. Seguindo a inspiração de “Carlos Malta e Pife Muderno”, que junta pífanos com flautas e saxofones, Nicolas reúne violino, rabeca e contrabaixo, com instrumentos de percussão e cria releituras de clássicos da música brasileira, como Assum Preto (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), Opinião (Zé Kéti) e “Te cuida jacaré” (Dominguinhos). O quarto CD, “Odilê, Odilá”, sai em 2009 e apresenta interpretações de músicas de João Bosco, grande referência no trabalho do violinista. Em 20014 Nicolas lança “Nordeste de Paris”, seu quinto álbum e segundo do projeto Cordestinos. Este é o primeiro trabalho onde o violinista apresenta um repertório na sua grande maioria autoral. O álbum tem participações de Gilberto Gil e Lenine. Em 2016, a gravadora Biscoito Fino lança o sexto álbum do violinista, em parceria com o sanfoneiro Mestrinho. Neste disco de estreia, o duo apresenta um repertório vibrante que passeia por Jacob do Bandolim, Garoto, Dominguinhos, Sivuca e Chico Buarque e Baden Powell, além de músicas autorais dos instrumentistas. “Um disco que junta a extraordinária fluência desses dois grandes instrumentistas com seus imensos talentos e uma dedicação comovente aos gêneros genuínos do amplo território musical brasileiro.” (Gilberto Gil) “A primeira vez que escuto uma simbiose tão grande entre dois instrumentos. Parabéns a eles pelo genial registro.” (Yamandu Costa) O ano de 2017 é motivo de comemoração: 15 anos do violinista francês no Brasil. Para celebrar, a Rob Digital lança “Antologia Nicolas Krassik – 15 anos de Brasil”, uma coletânea das melhores gravações do artista. 2020 será ano de homenagem ao Gilberto Gil, que Nicolas acompanhou durante 5 anos nos projetos “Fé na festa” e “Concerto de cordas e máquinas de ritmo”, no Brasil e nos maiores festivais de música do mundo. O violinista lança “Estrela”, CD inteiramente dedicada à obra do Gil.

Renata Neves

Mãe, violinista, rabequeira e compositora, Renata Neves é uma musicista atuante no cenário carioca há mais de 20 anos. Estudou na UFRJ com Michel Bessler e se formou em Jazz e Improvisação no CMDL com Didier Lockwood e Johan Renard na França em 2013. Tocou em diferentes projetos no Brasil e no exterior desenvolvendo uma linguagem brasileira e autêntica no violino. Integrante do quarteto de cordas cAis, grupo que estará lançando seu primeiro CD autoral ainda em 2020 e do grupo Forró de Pontuada, Renata também lidera seu trio autoral que estreou no Festival Sonora em 2019. Em 2020 formou o duo com o vibrafonista e baterista Lourenço Vasconcellos com repertório diversificado, popular e sofisticado. Foi professora do Club du Choro de Paris (2013/ 2014) ensinando música brasileira no violino, além de ministrar uma oficina de violino popular na escola de música Villa Lobos em 2019. Foi professora de violino também em comunidades do Rio de Janeiro através da Ação Social pela Musica em 2016 e 2017. Histórico: Começou a tocar forró em 1998 com os grupos Forronautas e Forro Total no Rio de Janeiro e outras cidades do Brasil. Entrou para a Itiberê Orquestra Família no ano 2000, grupo com o qual tocou em grandes festivais e salas de concerto e gravou três Cd’s ao longo de 9 anos. Em 2011 foi para Paris onde tocou forró nos grupos “Cobra Coral”; “Celinho Barros e forrofonia” e “Orquestra do Fuba” se apresentando em festivais pela França, e em bailes de forró em Paris. Em parceria com Philippe Baden Powell se apresenta no Festival “Le Gout des jazz” em Maquis de Vareilles. Trabalhou também em diversas peças de teatro com destaque para “As Conchambranças de Quaderna” em 2009/2010 dirigido por Inês Viana ; “Uirapurú” (2015) e “Cabaret Mystico” (2017) com a cia Brasileira de Mystérios e Novidades; e “Molière” em 2018 com Matheus Natchergaele. Discografia: 2001 – « Pedra do Espia », Itiberê Orquestra Familia 2003 – Participaçao no Cd «Mundo Verde Esperança», Hermeto Pascoal e Grupo 2005 – « Calendario do som », Itiberê Orquestra Familia, com músicas de Hermeto Pascoal 2007 – « Quem vai comprar nosso barulho », Chicas 2008 – Participaçao do Cd « Igual a mi Corazon », Liliana Herrero 2009 – « Contrastes », Itiberê Orquestra Familia 2010 – « Em tempo de crise nasceu a cançao », Chicas DVD 2016 – participação no CD Tudo que eu Quis de Ivor Lancelote 2016 – Participação em “Adupé” Amora Pêra 2017- partitipaçao do cd "Notes Over Poetry" de Philippe Baden Powell 2018 – participação no cd "Rio-São Paulo" de André Marques 2019 – inicia a gravação do Cd Entre Rios ainda em fase de mixagem com seu quarteto de cordas cAis

Ricardo Herz

Ricardo Herz reinventou o violino brasileiro. Sua técnica leva ao instrumento o resfolego da sanfona, o ronco da rabeca e as belas melodias do choro tradicional e moderno. Com a influência de Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Egberto Gismonti, Jacob do Bandolim entre outros, o violinista mistura ritmos brasileiros, africanos e o sentido de improvisação do jazz. Graduado em violino erudito pela USP, sua sólida formação começou aos 6 anos, tendo passado pela escola Fukuda em São Paulo. Estudou na renomada Berklee College of Music, nos Estados Unidos, e no Centre des Musiques Didier Lockwood, escola do violinista francês, uma lenda do violino jazz. De volta ao Brasil desde 2010, Herz tem participado de muitos projetos e colaborado com músicos e se apresentando como solista com orquestras de todo o país, como Yamandú Costa, Dominguinhos, Nelson Ayres, Proveta, Orquestra Jazz Sinfônica, Orquestra Sinfonica de João Pessoa, Orquestra Municipal de Jundiaí, Grupos de Referência do Projeto Guri, Orquestra Filarmônica de Violas, Orquestra Breusil entre outros. Herz tem dez albúns lançados. Além dos dois do Ricardo Herz Trio e dois gravados solo, Herz gravou diversos CDs em duo: com o vibrafonista Antonio Loureiro, com Samuca do Acordeon, com o pianista, maestro e arranjador Nelson Ayres e com Yamandú Costa. Em 2019, Ricardo lançou seu décimo trabalho: Nova Música Brasileira para Cordas, este com a orquestra feminina de cordas cubana Camerata Romeu. Ricardo tem realizado diversas lives e gravado vídeos em duo com a violinista e rabequeira Vanille Goovaerts, sua companheira, com quem tem um duo desde 2019. Ricardo também tem dedicado parte de seu tempo no ensino e difusão do violino popular , tendo ministrado diversos cursos em festivais e recentemente lançou o primeiro método online de violino popular brasileiro.

Vanille Goovaerts

No Brasil desde 2019, a violinista e rabequeira francesa Vanille Goovaerts é formada em jazz pelo conservatório de Chambéry (França). Participou de diversos festivais de jazz (Off Jazz à Vienne, Voiron Jazz Festival, etc) e, como improvisadora, costuma também colaborar com outras artes. Venceu em 2018 e 2019 o concurso de improvisação dança/musica de ViF (França). Apaixonada pelo forró, o que a leva a viajar pelo Nordeste desde 2018, começa a aprender a rabeca com o mestre Luiz Paixão e pesquisa a música brasileira com os músicos de Olinda. A expressão e o compartilhamento é o que Vanille procura na música. Esse tipo de encontro musical foi o que a levou à música brasileira. Atualmente Vanille reside em São Paulo, estudando música brasileira com músicos populares como Ricardo Herz e Fábio Peron. Em seu trabalho autoral, ouvimos todas suas influências musicais. Esse duo com o Ricardo Herz lhe permite expressar sua paixão pelo violino e a rabeca, tendo encontrado em Herz um parceiro que tem uma sensibilidade musical extremamente compatível.

Wanessa Dourado

Natural de São Paulo, teve início no meio musical desde o berço, o pai era maestro do coral da igreja e a mãe cantora. Desde criança, cantava e ajudava seu pai com as vozes do coral e aos 12 anos, começou a estudar violino. A partir dos 16 anos, tocou violino em várias orquestras de São Paulo, dentre elas, Orquestra Experimental de Repertório, OCAM e a Camerata Fukuda. Estudou na EMESP e Faculdade Cantareira com as violinistas, Andréia Campos, Elisa Fukuda, o violinista Paulo Calligopoulos e participou de importantes festivais de música, em 2009 e 2010 no Festival de Inverno de Campos do Jordão e o CIVEBRA – Brasília, onde atuou como Spalla. Foi musicista convidada pela Orquestra Jazz Sinfônica e a Orquestra Sinfônica da USP. Violino Popular – Além da música erudita, aos 21 anos, Wanessa iniciou seus estudos na música popular e principalmente no choro, com o flautista João Poleto, Luizinho 7 cordas e os violinistas Ricardo Herz e Nicola Krassik. Wanessa foi autodidata nos estudos da música brasileira na maior parte do tempo e logo no início dos estudos foi co-fundadora do Quarteto Fios de Choro, grupo de São Paulo que mistura choro com ritmos pernambucanos, tendo lançado seu primeiro disco “TRAMA” em 2017, com arranjos e composições autorais. Desde então, vem desenvolvendo composições e arranjos para o grupo. Foi premiada em 2o lugar no Prêmio Nabor Pires Camargo, de Indaiatuba, em Abril de 2018, concurso que vem revelando grandes intérpretes da música brasileira. Também em 2017, com o Quarteto Iapó, quarteto de cordas de música popular, dirigido pela multi- instrumentista Carol Panesi, lançou um programa Web chamado “Entrelaço Sonoro”, onde teve a oportunidade de tocar com grandes nomes da música instrumental como Toninho Ferragutti, Alexandre Ribeiro, Débora Gurgel, Léa Freire, Zé Pitoco, Ellen Oléria e Mia Beraldo.”. Participou, também em 2017, da oficina com o Letieres Leite, maestro da Orquestra Rumpilezz.Já se apresentou em diversas casas de shows e teatros em São Paulo, Recife, Minas Gerais e Rio de Janeiro, como o Jazz nos Fundos, Paço do Frevo – Recife, Jazz B, Teatro Usiminas – MG, Casa de Francisca, Casa do Choro – RJ, Instrumental Sesc Brasil, Virada Cultural SP, entre outros. Em 2018, participou do Programa Brasil Toca Choro da TV Cultura, juntamente com o cavaquinista Henrique Cazes, o pandeirista Léo Rodrigues e o violonista João Camarero. Participou da gravação dos discos do Mestrinho, Vanessa Moreno, Sandro Haick, Carol Panesi, Ricardo Valverde e Malú Lomando. Em 2019 foi convidada para se apresentar no 1o Festival de Choro de Ilhabela, junto ao grupo local “Tia Ciata. No início de 2019, participou de uma turnê em Minas com o Ensemble Choro Erudito, trio de choro com Marcos Paiva no contrabaixo e Ricardo Valverde no Vibrafone. Em outubro de 2019, foi solista convidada do Regional Juvenil de Choro do Guri Santa Marcelina, pelo professor Marcelo Cândido e em janeiro de 2020, participou com o Fios de Choro do Festival Jazz a la Calle, no Uruguai.Atualmente faz parte da Orquestra Sinfônica de Santo André, Fios de Choro, Quarteto Iapó, Trio Ensemble Choro Erudito, Vintena Brasileira e estuda no CEVIMU – Centro de Vivência da Música Universal, com o pianista André Marques, desde 2019.

Yaniel Matos

Yaniel Matos, pianista e violoncelista. muda o conceito do que o Cello pode ser. Ao trilhar caminhos não convencionais com um instrumento convencional, Yaniel está sempre descobrindo novas técnicas instrumentais, compondo músicas que alcançam diferentes estilos e encontrando novas formas de se expressar. Seu estilo inovador é formado por sua experiência em diversos gêneros musicais, incluindo jazz, música clássica, música cubana, improviso livre, música brasileira, entre outros. É um artista com atuação internacional, com apresentações nos EUA, Europa, Ásia, e América do Sul, em parcerias com artistas que incluem, Eugene Friesen, Armen Ksajikian, Issac Delgado, Carlinhos Brown, Stephen Katz, David Chew, Gunther Tiedemann, Dave Haughey, entre outros. Yaniel já deu aulas e masterclasses em Ithaca College New York pelo New Direction Cello Festival, no Conservatório de Tatuí, na Faculdade Cantareira, no Rio Cello Encounter, no Concervatorio e universidade de música da cidade de Cologne Alemanha., entre outros. É bacharel em música clássica e composição pelo Instituto Superior de Arte em Havana,. Atualmente mora em Sao Paulo.